O que fazer com a informação Pública?
Em Inglaterra está a decorrer uma experiência muito interessante. O Governo criou um programa online para que os seus cidadãos forneçam ideias sobre o que fazer com a informação (estatísticas, indíces, etc), que esté disponível e que habitualmente não é usada quase para nada. Nas palavras deles:
Ever been frustrated that you can’t find out something that ought to be easy to find? Ever been baffled by league tables or ‘performance indicators’? Do you think that better use of public information could improve health, education, justice or society at large?
The UK Government wants to hear your ideas for new products that could improve the way public information is communicated. The Power of Information Taskforce is running a competition on the Government’s behalf, and we have a £20,000 prize fund to develop the best ideas to the next level. You can see the type of thing we are are looking for here.
Em duas semanas receberam mais de 200 sugestões e a atenção recebida tem sido tão elevada (de todo o mundo), que criaram um conta no Twitter para que todos possam ser informados dos acontecimentos.
Um exemplo de uma ideia submetida (por Anthony Neil Barker)
My idea is to make a website for the police to log all crime. This site would show the public where and when crimes had been committed. It would let the user show crimes by time too. So if I wanted to plan a journey I could check up to make sure I was not in more danger than usual. This would obviously help the police to target the right areas and this in turn would lower overall crime rates.
O nosso Instituto Nacional de Estatística poderia fazer uma coisa semalhante. A quantidade de informação disponível é muito grande mas tem pouquissima visibilidade. De certeza que teriamos ideias interessantíssimas para pôr em prática.
Este é mais um belo exemplo do que pode ser feito usando os novos meios tecnológicos à nossa disposição. No entanto o ponto chave não é esse: para o governo Inglês ter esta iniciativa, algo teve que mudar:
- Abertura – o entendimento que a informação é de facto poder. Mas só será revertida em benefício das pessoas se estiver facilmente acessível e se for compreendida por todos. A informação não é de nenhuma instituição governamental, é dos cidadãos.
- Saber ouvir – não basta disponibilizar os dados: são os cidadões que estão a sugerir o que fazer com eles e para as ideias que forem aprovadas, vão poder participar na construção da nova ferramenta
- Comunicação – Se o objectivo inicial era “apenas” ouvir os cidadãos, agora esta pequena parte do governo passou a fazer parte da conversa. O impacto foi tão grande que sentiram a necessidade de encontrar um meio (Twitter), para melhor comunicar a evolução do projecto.
Se tivermos sorte, vai ser o futuro da governação. mais participativa, mais empenhada e as decisões tomadas através da nossa inteligência colectiva.


