What the f**k is social media?
Bela apresentação sobre Social Media que encontrei aqui no Blog do André Ribeirinho, um dos fundadores da Adegga, uma startup e rede social sobre a descoberta e partilha do gosto pelo Vinho.
.
Bela apresentação sobre Social Media que encontrei aqui no Blog do André Ribeirinho, um dos fundadores da Adegga, uma startup e rede social sobre a descoberta e partilha do gosto pelo Vinho.
.
Image via Wikipedia
Desde 2ª feira que ando a pensar na apresentação que o Mark Berstein fez no “The new knowledge Forge”. Na altura não fiz qualquer comentário e tenho pena de não o ter feito. Não tive coragem para o fazer. A sala estava cheia de gente e a verdade é que tive vergonha de falar.
Mas o que gostaria de lhe ter dito é que ao assistir à sua apresentação tive a mesma sensação que tive quando fui visitar o Tate Modern em Londres. Adorei cada minuto, mas na altura acho que devo ter percebido 10% do que estava a ver. Mas o que é mais curioso é que do que me lembro melhor (já visitei o Tate há quase 5 anos), são as coisas que me puseram a pensar o que raio eram ou o que queriam representar.
Com a intervenção do Mark a sensação é a mesma. O seu estilo pouco ortodoxo (fazia um movimento em que lançava a pélvis para a frente, junto com um pequeno saltinho sempre que queria reforçar uma ideia e franzia o queixo como se estivesse a segurar num cachimbo), mas empolgante, a apresentação não linear e com uma narrativa de ideias fragmentadas (como a Web e os seus links?…), deixou-me a pensar.
Gostei particularmente de duas coisas:
Why do we reed Diaries (as in Web Logs)? They didn’t know how it would all turn out.
De facto acho que este é o que mais me atrai nos Blogs. Não obedecem a um script prédefinido, mas mais importante (porque eu também não sei o que vai acontecer numa telenovela, por exemplo), é que essa ausência de enredo pré-definido é também válido para o protagonista. Quem escreve também não conhece o desfecho do seu argumento, da sua própria vida. Só pode ir contando, comentando o que lhe acontece e planear o futuro que mais gostava que acontecesse. Mas sem garantias que de facto vá acontecer.
A outra coisa que também me pôs a pensar foram as suas “Questions of Social Software”:
- If we can depict anything, what is worth seeing?
- If we can say anything, is anything worth saying?
- Family, fraternity, class: what is our circle?
- Narrative, causality, fate, and chance.
Nesta rede de alcance quase infinito (para mim é infinito, porque nunca vou conseguir chegar ao seu fim no meu tempo de vida…), acho que tudo vale a pena ver e tudo vale a pena dizer, porque é o nosso próprio reflexo. Quando mostro uma fotografia ou escrevo a coisa mais banal do mundo, isso para mim é importante, se não for para mais ninguém é para mim. E escrevemos para nós, ou eu escrevo para mim, para me divertir e refletir sobre coisas que gosto. E qual é o nosso círculo, a nossa rede? Ainda é finita, mas o potencial é de ser infinita. De acaso em acaso (leio um post de quem gosto que por sua vez comenta um post de alguém que gosta, que tem um link para um Blog de uma pessoa que não conhece mas admira,…), a minha rede de ligações fracas mas fortes porque partilhamos os mesmos interesses vai crescendo em número e em influência. Influente porque pode mudar as minhas opiniões e interesses à medida que vou sendo exposto a ideias e novidades que as pessoas que formam essa rede me “mostram”.
Interesting indeed!