Os ‘x’ melhores albuns dos últimos ‘y’ anos ou Que saudades da Tubitek e do Rui Kid 

Eu tinha 15 anos e pouco dinheiro para comprar discos. Comprava-os todos na Tubitek, ali na praça D. João I no Porto, aconselhado pelo empregado mais cool que alguma vez existirá numa loja de discos: Rui Kid, futuro vocalista duma banda fantástica banda chamada The Fire, que se prepara para lançar um novo disco. Passem no mySpace deles para ouvir a música e conhecer a Banda.

Dizia eu que o dinheiro não era muito e por isso os discos tinham que ser bem escolhidos (ou deviam, porque comprei alguns que mais valia ter estado sob o efeito de alucinogéneos, para ter uma boa desculpa…). Um dos escolhidos foi o “Appetite for Destruction” dos Guns’n'Roses. O vinil que comprei vinha com a capa original, que depois viria a ser censurada e substituída pela clássica cruz com as 5 caveiras a representar cada um dos membros originais dos Guns.

Devo ter ouvido este disco milhares de vezes, ao ponto de saber todas as letras de trás para a frente. Naquela altura ouvia discos. Deitava-me no chão do meu quarto, a ler a sleeve do disco e a ouvir uma e outra vez todas as músicas.

Porque é que me lembrei disto hoje? Não faço ideia, mas acordei a cantar o “Welcome to the Jungle” e por isso estive todo o dia a ouvir o disco novamente.

Uma curiosidade palerma: no último filme da série Dirty Harry do Clint Eastwood (The Dead Pool), a história gira em torno de um psicopata que tem como alvos uma série de celebridades. Um deles é Johny Squares, um músico rock que canta “Welcome to the Jungle” logo no ínicio do filme. Este cantor é interpretado por um actor chamado James Carrey, nada mais nada menos que Jim Carrey, o futuro The Mask e Ace Ventura, ainda no início da carreira.

Nota: o ‘x’ e o ‘y’ do título é porque ainda não sei em quantos álbuns vou falar e de que período de tempo. Assim ficam variáveis, para verem que a matemática não é assim tão complicada.

Reblog this post [with Zemanta]