Simplicidade

Num mundo tão complexo como é o nosso, às vezes (muitas vezes!), escolhemos soluções complicadíssimas para resolver os nossos problemas.

Basta pensar na nossa legislação e na forma como está escrita para perceber que nem sempre este é o melhor caminho. Ou melhor, na minha humilde opinião, nunca é o melhor caminho.

Soluções complexas criam mais problemas do que os que resolvem, são burocráticas, caras e provocam frustração em quem tem que lidar com elas.

Quando falamos de Lean Manufacturing, penso que este é o ponto mais importante: a simplicidade. Mesmo quando estamos em presença de um problema complicado, a solução poder ser uma série de coisas simples que funcionando em conjunto nos vão resolver o problema complexo.

O que me recuso a fazer é a complicar as coisas só para parecer que sou mais importante, ou que a minha função é crucial para a organização. Acho que esta é uma das causas para a queda de muitas organizações: a partir de um certo ponto, as pessoas começam a complicar o que é simples só para justificarem a sua existência.

O que a simplicidade tem de mágico, é que funciona em todos os aspectos das nossas vidas. Levar uma vinda “simples”, dando valor às coisas “simples”, é reconfortante para nós e fazemos as pessoas à nossa volta mais felizes também.

Deixem-me dar um exemplo recente.

Na minha fábrica, em todas os lotes produzidos é preciso tirar amostras do produto para ser analisado em laboratório. A técnica do laboratório estava particularmente irritada uma destas manhãs e chamou-me para dizer que as pessoas na produção não faziam nada direito, que se esqueciam de colocar todos os dados no saco da amostra e que era preciso reunir com todos e fazer uma comunicação oficial e mais uns não sei quantos castigos.

Qual foi a solução que resolveu de vez o problema? Demorou cerca de 5 minutos: criei uma simples etiqueta com os campos a preencher e que é colada em todos os sacos das amostras.

O que é que acontecia antes? As informações eram escritas nos sacos e por isso não havia qualquer “guia” que ajudasse a que as pessoas não se esquecessem de nenhuma informação. Uma “simples” etiqueta com os campos a preencher eliminou o problema, sem castigar ninguém nem chamar à atenção de ninguém. Estão a imginar qual seria a minha taxa de sucesso se tivesse insitido na solução mais complicada? se achasse que a culpa estava nas pessoas?

Como Deming disse há tantos anos, de nada vale culpar as pessoas para os erros porque numa percentagem esmagadora dos casos, é o próprio sistema que está mal desenhado. Simples não é?

Guerra Santa

Há muito tempo que isto deixou de fazer qualquer sentido. Qualquer guerra não tem sentido, muito menos uma Guerra Santa, o oximoro perfeito.

As religiões vão ser responsáveis pela destruição do mundo. E deixem-me que diga: se deus (minúscula consciente) existe de facto, é um belo incompetente. Já viram bem o estado do mundo?

atheist bus2 Guerra Santa

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