Os livros que li desde o início de 2008 e os que estão em lista de espera, ordenados do fim para o princípio. Marcados com um asterisco no final do título, estão aqueles que li a pensar no Mestrado.

Lista de Espera:

> As aventuras de Tom SawyerMark Twain; book.it

> wikipatterns: a practical guide to improving productivity and collaboration in your organization* – Stewart Mader; Wiley.

> The Springboard: How Storytelling Ignites Action in Knowledge-Era Organizations* – Stephen Denning; Butterworth-Heinemann

> Getting Things Done: The Art of Stress-Free Productivity – David Allen; Penguin Books

> The Hidden Power of Social Networks: Understanding How Work Really Gets Done in Organizations* -Rob Cross, Andrew Parker; Harvard Business School Press

> Cultivating Communities of Practice: A Guide to Managing Knowledge* – Etienne Wegner, Richard McDermott, William Snyder; Harvard Business School Press

> Animal Social – Introdução à Psicologia Social* – Elliot Aronson; Instituto Piaget Edições

> Neuromante – William Gibson; Editora Gradiva

> Sync: the emerging science of spontaneous order* – Steven Strogatz; Penguin Science

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O que estou a ler neste momento:

> The Springboard: How Storytelling Ignites Action in Knowledge-Era Organizations* – Stephen Denning; Butterworth-Heinemann

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Os que já li:

Groundswell* – Charlene Li, Josh Bernof; Harvard Business School Press

iCon – Steve Jobs, O maior renascimento da História da GestãoJeffrey S. Young e William L. Simon; Qidnovi

The Future of Management* – Gary Hamel; Harvard Business School Press

We Are Smarter Than Me: How to Unleash the Power of Crowds in Your Business*

Jon Spector, Barry Libert; Wharton School Publishing

Este livro é um case studie sobre o próprio tema que procura retratar. O livro foi escrito por dois autores, ou melhor, foi compilado por dois autores, co-adjuvados por milhares de pessoas, que deram o seu contributo através do seu Blog.

O livro, ele próprio um produto feito por uma multidão de pessoas, reflete no poder e nos problemas que este tipo de colaboração tem.

O livro apresenta principalmente muitos exemplos práticos sobre o tema, com pouca pesquisa e fundamentação sobre os mesmos. No entanto o número de casos bem sucedidos apresentados merecem a nossa atenção.

O livro é pequeno e lê-se muito rapidamente por isso é óptimo para quem quer entrar no assunto do Croudsoursing (como em OutSourcing, mas em vez de uma empresa, “subcontrata-se” uma multidão para fazer o trabalho).

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Nexus: Small Worlds and the Groundbreaking Science of Networks*

Mark Buchanan; W.W. Norton Publisher

Este livro tem muitos pontos em comum com o “Six Degrees” do Duncan Watts. O ponto de partida do livro é curiosamente o artigo original de Duncan Watts. Tem mais case studies e para cada um deles destaca as aplicações práticas das descobertas que estudos recentes nos têm dado.

A quantidade de conceitos que podem ser transpostos para uma organização são imensos. Permite perceber (até certo nível naturalmente), de que forma a rede (organização), deve ser desenhada para permitir disseminação, interacção, acção, antecipação aos estímulos exteriores (mercado).

As explicações para temas tão complexos, que envolvem física e matemática, são simples e de fácil entendimento.

O meu interesse nestes livros sobre a Ciência das Redes, foi perceber de que forma as redes sociais mais bem sucedidas agiam a este nível. Que características têm que fazem com que tenham o sucesso estrondoso que têm. E depois de perceber isso, de que forma pode ser aplicado numa organização.

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Six Degrees – The Science of a connected Age*

Duncan J. Watts; Vintage UK Random House

Este livro lê-se de um sopro só. As ideias e a ciência que aqui se apresenta é contra-intuitiva e muito relevante para percebermos fenómenos tão díspares como epidemias, modas, a internet, os ecossistemas e o Mundo conectado dos nossos dias.

O livro tem duas narrativas paralelas: a teoria do pequeno-Mundo (small world Theory) em si com vários exemplos reais, e a história da evolução desta ciência, com todos os seus protagonistas.

Watts é um dos autores do artigo que traduziu em linguagem matemática o fenómeno do pequeno-Mundo e que na cultura popular é mais reconhecido como os Seis graus de separação: entre nós e qualquer pessoa do Mundo (um talhante búlgaro, por exemplo!), existem apenas seis pessoas.

As teorias aqui explicadas ajudam a perceber de forma irrefutável que as nossas decisões, as nossas acções e até mesmo a nossa existência é muitíssimo dependente dos contextos (redes), em que estamos inseridos e que os pequenos detalhes acabam por ser irrelevantes: um pequeno-Mundo tem estruturas que obedecem a regras bem definidas e que estão para além do nosso controlo.

Conhecer esses mecanismos é perceber de que forma por exemplo se pode ajudar conter uma epidemia, ou a potenciar a disseminação do conhecimento numa organização.

Ajuda também a perceber melhor o funcionamento das Redes Socias da Web (Facebook, MySpace, etc), e o porquê do seu sucesso.

Mais profundo do que o “Tipping Point” de Malcolm Gladwell, ajuda no entanto a corroborar alguns dos conceitos que ali são apresentados.

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Up The Organization*

Robert Twonsend; Coronet Books

Este livro já tem mais de 30 anos. Foi escrito pelo Robert Townsend, o CEO durante muitos anos da AVIS. Apesar de terem passado 30 anos, as suas ideias permanecem muito actuais: usar a criatividade das pessoas, ser uma empresa com coração, flexível, co-responsabilizar e autonomizar as pessoas.

A verdade é que passados tantos anos, há muitas empresas para as quais estes conceitos são realidades muito distantes.

O livro está escrito duma forma directa e forte, sem meias medidas, em capítulos muito curtos e que funcionam como óptimas citações. Recomendo vivamente. O toque de humor corrosivo que o autor dá ao livro é um adicional curioso e que facilita a leitura (pelo menos a mim!).

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Naked Conversations – How Blogs are changing the way businesses talk to customers*

Robert Scoble, Shar Israel; John Wiley and Sons

Um dos mais conhecidos e influentes Bloggers da actualidade – Robert Scoble – escreve neste livro um manifesto pró-Blog’s.

Ao longo do livro são descritos vários case studies que ajudam a perceber o impacto e alcance que os Blogs têm no mundo conectado de hoje.

A componente interessante do livro é percebermos que de facto os Blogs são uma das faces visíveis da mudança de papel que nós público/consumidores, temos sofrido: de consumidores passivos e expectantes face aos produtos que nos oferecem, passamos a co-criadores dos produtos e os seus principais agentes de marketing.

O Scoble oferece-nos uma visão muito previlegiada (mas parcial?), sobre o assunto porque está mesmo dentro do olho do furacão: foi um pioneiro nos Blogs corporativos (dentro da Microsoft), dando uma vertente mais humana a uma Empresa demonizada por uma larga faixa de público.

Um livro muito, muito interessante que se pode vir a tornar num clássico sobre o tema.

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Lean Six Sigma Pocket Toolbook

Micahel L. George, David Rwolands; McGraw Hill

Comprei este livro porque ia fazer a formação em Lean Six Sigma, Yellow Belt. O livro é muito prático, com explicações muito concisas e directas ao assunto sobre uma grande parte das ferramentas que podemos usar num projecto de Lean six sigma.

Apesar desta filosofia Lean estar muito agarrada aos conceitos organizacionais clássicos (hierarquizadas e de comando-e-controlo), oferece uma forma estruturada de atacar problemas e melhorar processos.

Apesar de serem conceitos que podem ser aplicados em qualquer ambiente, recomendo vivamente a quem trabalha directamente num ambiente fabril, onde as oportunidades de melhoria são enormes. É muito fácil fazer-se as coisas de determinada maneira só porque sempre se fez assim. O Lean Six Sigma ajuda a questionar essas práticas e se não haverá uma forma mais eficiente de actuar.

Muitos dos conceitos não são novos (5S’s, kaizen, Kanban, JIT, etc), mas aqui aparecem integrados num processo global estruturado.

Um dos aspectos que mais me desagrada é a rigidez estrutural de funcionamento, que ajuda a perpetuar as hierarquias e esquemas de organziação actuais.

Um bom livro para quem quer entrar no mundo do Lean Six Sigma.

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As grandes batalhas de Napoleão*

Vários autores; Pergaminho

A ferocidade e a força que o exército francês demonstrou sob o comando de Napoleão são lendárias. As vantagens tecnológicas eram inexistentes. Na verdade na maioria das batalhas que se tornariam históricas o seu exécito estava em desvantagem numérica e tecnológica. Ainda assim subjugou países inteiros e sempre a uma velocidade inacreditável.

Como o conseguiu? Como é possível motivar milhões de homens para a guerra? O que fez dele o líder inspirador de uma França acabada de sair da revolução? Que métodos inovadores usou para conseguir ultrapassar as óbvias limitações do seu exército?

Particularmente interessante as ideias de Napoleão sobre o papel que o mérito devia ter na promoção dos seus oficiais. Ao contrário do que acontecia na altura (e agora?), os seus oficiais eram muitas vezes oriundos das classes masi desfavorecidas mas que mostravam vigor, competência e empenho. A meritocracia, embora óbvia agora, foi uma das armas de Napoleão.

A sua coragem na frente de Batalha são também lendárias e fez com que milhares de homens dessem a vida por ele. Quantos líderes o conseguiriam fazer?

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The Starfish and the Spider – The unstoppable power of leaderless organizations*

Ori Brafman, Rod A. Beckstrom; Portfolio (Penguin Books)

As estrelas do mar têm uma característica muito interessante: se perderem um dos seus membros (qualquer que ele seja), outro cresce no seu lugar. As aranhas por outro lado se ficarem sem cabeça, morrem. Esta metáfora é usada para comparar uma estrutura centralizada e hiérarquica com uma estrutura descentralizada e equalitária.

A quantidade de case studies é grande com explicações detalhadas sobre os pormenores que fazem com que as estruturas descentralizadas sejam muito bem sucedidas, apesar de escassas.

Numa altura de recessão com esta, com a Índia e a China a chamarem a si as grandes Empresas, só com novas formas de gestão (de ruptura, revolucionárias) e organização conseguiremos manter a nossa competitividade. E este livro oferece um vislumbre desse futuro obrigatório.

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Metallica

Metallica – This Monster Lives

Joe Berlinger, Greg Milner; Robson Books

Nos anos que antecederam o lançamento do album “St. Anger”, os Metallica estiveram perto de deixar de existir como banda. O baixista Jason Newsteed saiu de forma intempestiva e as duas forças criadoras da banda – James e Lars – quase não se falavam. No meio deste turbilhão, decidem fazer um documentário sobre a banda. O que começou por ser uma operação de Relações Públicas tornou-se no retrato filmado mais intimista que alguma vez existiu de uma banda rock planetária.

Nem sempre ficam bem na fotografia, mas ficam mais próximos que nunca dos seus fãs. Da mesma forma que a sua música e energia em palco os transformou em super-heróis, este documentário mostra-nos o seu lado humano e frágil.

Assistimos à luta de James para eliminar os seus fantasmas e dependências, à luta de todos para se manterem relevantes no plano musical, à luta de Kirk para manter a normalidade que sempre o caracterizou e à luta de Lars por manter a sua banda. É uma história de queda, renascimento e redenção. Quem não gosta de uma história assim?

O livro oferece-nos uma viagem ao interior de uma das bandas mais importantes do planeta como nunca antes vimos. Deixa de lado o glamour e mostra-nos o lado comum destas pessoas que por acaso são os Metallica.

Para fãs da banda e não só!

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WikinomicsWikinomics – How mass colaboration changes everything*

Don Tapscott, Anthony D. Williams; Atlantic Books

Com a explosão da Wikipédia (ainda alguém compra enciclopédias?), o termo wiki passou a fazer parte do nosso léxico. O que este livro faz é responder à pergunta se a colaboração em massa – o motor de um wiki – pode ser aplicada a mais áreas da economia, para além do que já existe hoje.

Os autores são claramente evangelizadores destes novos conceitos, e o livro oferece por isso uma espécie de mapa para se conseguir integrar os novos conceitos de colaboração em quase qualquer organização, com muitos case studies que ajudam a perceber as vantagens destes novos conceitos.

Alguns dos pontos discutidos no livro são:

- Como usar sistemas de colaboração aberta para poupar nos custos de R&D, mantendo ou melhorando a performance;

- Como é que os próprios clientes/consumidores podem ser os principais forncedores de ideias para qualquer empresa.

- Como é que um sistema de negócio aberto – ao contrário de ultra-protector – pode acelerar o desenvolvimento e gerar vantagens competitivas no mercado.

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The Visual Display of Quantitative Information

Edward Tufte; Graphics Press USA

Este livro devia ser de leitura obrigatória para todos os que lidam com produção de informação.

Edward Tufte é sem sombra de dúvidas uma das mentes mais esclarecidas e criativas do nosso tempo. Cada um dos seus livros (este foi o primeiro), é uma obra de arte e de uma relevância e interesse, absolutamente notáveis.

A história do próprio livro é curiosa: depois de ter o livro pronto, Tufte recusou a edição na editora que tinha interesse no livro porque iria alterar o seu layout para enquadrar com o estilo da editora. Ele achou que isso ia contra o que ele defendia no livro e por isso recusou. Fez um empréstimo, criou uma editora e publicou ele próprio o Livro, usando a sua garagem para armazenar as centenas de cópias iniciais. Uma história que ajudou a criar a sua própria lenda.

Tufte hoje em dia é um dos conferencistas mais requisitados, sendo considerado o grande vulto contemporáneo na sua área. Este livro fez parte da lista da Amazon que elegeu os 100 livros mais importantes do Século XX.

E de que trata o livro? O livro explica de forma elegante e simples, quais as melhores formas de apresentar dados quantitativos. Seja uma tabela, ou um gráfico ou uma imagem. Muitíssimo útil para quem tem que fazer apresentações ou relatórios (toda a gente?!)

A não perder!

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Information Dashboard Design – The Efective Visual Communication of Data

Stephen Few; O’Reilly

Há muito que sou leitor assíduo e devoto do Blog do Stephen Few, um dos mais interessantes autores na área do Visual Business Intelligence. Juntamente com o grande mestre Edward Tufte, são na minha opinião as maiores autoridades nesta área.

Estava na altura a construir o primeiro Information Dashboard na Empresa e este livro foi de uma ajuda preciosa, juntamente com todos os artigos que podem ser encontrados no Blog dele.

O livro é em si mesmo uma bela peça de design (como todos os do Edward Tufte), e está muito bem organizado, com ideias simples (mas não simplistas!) e claras. Devia ser de leitura obrigatória para todas as pessoas que têm que fazer uma tabela ou um gráfico em Excel, apesar de ser muito virado para a construção de Information Dashboards.

A quantidade de exemplos práticos sobre o que deve ser feito e o que não deve ser feito é grande o que ajuda imenso quem está a desenvolver algo parecido.

Os conceitos sobre percepção visual e de que forma o nosso cérebro intrepreta os diferentes sinais é muito interessante e ajudam a perceber porque é que há formas correctas e erradas de fazer um gráfico ou uma tabela.

Um óptimo livro!

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Quintessential Tarantino

Edwin Page; Marion Boyars Books

Adoro ler sobre Cinema e Música e gosto muito do Tarantino. Combinação perfeita que justifica a compra deste livro. Ainda por cima a preço reduzido, na livraria do Outlet de Vila do Conde (Factory ou Nassica).

O livro explica e analisa todos os filmes da autoria do tarantino, não só como realizador mas também como argumentista. Cada capítulo corresponde a um filme, facilitando a leitura e permite lermos os capítulos correspondentes aos filmes que gostamos mais (que no meu caso são todos!).

Está cheio de trivia sobre os actores, sobre a música e sobre o próprio Tarantino. A não perder para quem é fã do Tarantino.

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A Sangue Frio

Truman Capote; Dom Quixote

Capote era ele próprio um verdadeiro personagem. Depois de ver o filme “Capote“, que valeu o Óscar de melhor actor ao Philip Seymour Hoffman fiquei com curiosidade em ler algum dos seus livros. De toda a sua obra este “a sangue frio” é o que ficará para a história.

Uma verdadeira inovação para a época, é um romance de não-ficção, publicado originalmente na revista New Yorker em 4 partes. O envolvimento do autor com os dois criminosos e com os restantes personagens secundários que vai caracterizando no livro foi uma das razões para que a história esteja contada de forma tão rica e próxima.

O livro acompanha os dois criminosos que matam a família Clutter na cidade rural de Holcomb, nos Estados Unidos. Um clássico para os que não se deixam impressionar facilmente.

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Boca do Inferno

Ricardo Araújo Pereira; Tinta da China Edições

Um presente de Natal, só passado umas semanas é que o li. Não porque não goste do Ricardo Araújo Pereira, mas a lista de livros em espera era grande nesta altura.

Este livro é um Best of das crónicas publicadas na Visão e que tantas vezes têm circulado por e-mail em cadeia. Algumas são brilhantes outras apenas muito boas, algumas boas mas pouquíssimas más. O RAP conseguiu em pouco tempo tornar-se unânime e consensual: os que gostam dele acham-no brilhante, os que não gostam reconhecem-lhe inteligência e qualidade no seu estilo.

Os gato fedorento seriam um fenómeno interessantíssimo para estudar à luz da Teoria do Tipping Point: como é que um programa feito com um orçamento ridículo (falava-se de 1000 euros por programa, o que em Televisão é o mesmo que nada), numa estação de televisão de minorias (Sic radical), visto por meia dúzia de pessoas, consegue transformar-se no primeiro grande êxito de vendas de DVD’s portugueses?

Quem influênciou esta epidemia de gato fedorento? Quem a vendeu junto das massas mainstream? Um grupo de jovens urbanos e sequiosos de Humor subversivo? ou um qualquer executivo de TV?

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The Wisdom of Crowds – Why the many are smarter then the few*

James Surowiecki; Abacus

Como é explicado no livro, a sabedoria das Multidões (Wisdom of the crowds, do título), nem sempre foi consensual (será que já é?). Vultos da cultura como Nietzsche e Henry David Thoreau têm frases e trabalhos em que afirmam que as massas nunca atingrão o brihantismo de alguns dos seus membros de eleição.

A mensagem era clara: aposta sempre no solitário génio porque as multidões são muitas vezes estúpidas e perigosas. O que este livro afirma é que isso é profundamente errado.

Os factos apresentados indicam que sob as circunstâncias certas os grupos podem ser extraordinariamente inteligentes, sem que os seus membros o sejam. Como é que isso é possível? Na verdade, se pedirmos a um grupo suficientemente alargado de pessoas independentes para fazer uma previsão ou estimar uma probabilidade , e depois aferir a média dessas estimativas, a resposta encontrada seria muito próxima do valor correcto, com os erros de cada um dos elementos a serem compensados por outros de sentido contrário.

O livro aborda 3 tipos de problemas: (1) problemas cognitivos, (2) problemas de coordenação e (3) problemas de cooperação. A primeira parte do livro ilustra a teoria com muitos exemplos práticos e a segunda parte e preenchida com case studies, muitos deles relacionados com o meio empresarial, mercados e bolsa. Para ajudar a suportar a teoria, são usados vários estudos científicos na área da psicologia, estatística e até da teoria dos Jogos.

Um dos aspectos que o livro aborda e me parece importante é na dificuldade que existe em reunir as condições necessárias para que a “Sabedoria das Multidões” se aplique. Deixa ainda muito claro que a “sabedoria das multidões” não é “gestão por comité”, que tantas vezes gera resultados desastrosos.

Um livro muito interessante, que apresenta um conceito ainda mais interessante. A não perder!

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The Tipping Point: How Little Things Can Make a Big Difference*

Malcolm Gladwell; Abacus Publishing

Este livro é já um clássico, apesar de ser relativamente recente. O que este livro nos oferece é uma visão sobre os fenómenos epidémicos sociais, e quais as razões que levam à sua existência.

O livro é riquíssimo em casos reais, indicando uma pesquisa intensa, alternando também com muitos estudo cientificos para suportar algumas das teorias apresentadas.

No meu caso o livro é muito interessante porque acho que algumas das ideias apresentadas se podem perfeitamente aplicar no universo Empresarial. Numa Empresa de tamanho médio/grande, no meio de tantas ideias e esatratégias possíveis, o que faz com que sejam umas e não outras a prevalecer, a ganhar preponderância?

Segundo o autor, as 3 grandes razões para uma “epidemia” se propagar são: (1) a lei dos poucos (the Law of the few), (2) o factor de aderência (the stickiness factor) e, (3) o poder do contexto (the power of context).

A lei dos poucos afirma que apenas uma pequena parte da população está por trás da propagação das “epidemias”, e podem ser divididos em três categorias: conectores (connectors), peritos (mavens) e vendedores (salesmen). Os conectores são pessoas com vastas redes de amigos e conhecidos, os peritos são os especialistas no campo específico da “epidemia” e os vendedores são pessoas com capcidade de persuasão excepcional.

A capacidade de aderência, trata de pequenos detalhes que fazem com que a epidemia se agarre às pessoas de forma consistente e perene no tempo.

O poder do contexto diz-nos que as pessoas são altamente influenciáveis pelas condições presentes no meio em que se movem, quando estão a tomar decisões.

Tudo isto pode facilmente ser transposto para um ambiente empresarial, com contornos muito interessantes.

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Dissertation Skills: For Business and Management Students*

Brian White; Thomson Publishing

Comprei este livro por causa da minha tese de Mestrado. Nunca fiz nenhuma e por isso procurei um livro que me ajudasse a perceber como deve ser feita. Optei por este por ser muito prático e directo ao assunto.

O livro aborda todas as fases da construção da tese, ajuda a encontrar um bom título, aconselha quais as técnicas de investigação mais apropriadas, ajuda na pesquisa de literatura (livros e artigos), e claro ajuda na escrita da própria tese, com dicas práticas que podem ajudar bastante na fase da escrita.

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The Complete Reference: Business Objects XI Release 2

Cindi Howson; Osborne – McGraw Hill

Há algum tempo que usava o Business Objects e já com alguns conhecimentos avançados. Entretanto fiz uma formação sobre o assunto e o livro ajudou a complementá-la. O livro, como o nome diz, pretende ser uma referência completa sobre o funcionamento do software e consegue atingir o objectivo. Diria que com este livro e umas consultas ao forum não oficial, conseguimos fazer tudo o que imaginarmos em BO.

Naturalmente que este livro só é aconselhável a quem trabalha ou vai trabalhar com o Business Objects XI. Caso contrário há outros livros mais genéricos sobre o Business Intelligence que serão mais úteis porque não se limitam a abordar uma ferramenta de software, mas sim os conceitos de BI.

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Made to Stick – Why some ideas take hold and others come unstuck*

Chip and Dan Heath; RH Books

O primeiro livro que comprei a pensar na minha Tese, ainda sem saber exactamente o tema que queria abordar. Sabia que queria investigar a área das redes sociais, e de que forma é que nelas se dá a propagação das coisas (ideias, conhecimentos, etc.), mas não em que moldes.

Descobri este livro através do Blog do autor Stephen Few. Acima de tudo é um livro sobre comunicação e como fazê-lo de forma mais efectiva. O que torna algumas ideias memoráveis e outras igualmente importantes são esquecidas rapidamente?

Os conceitos são apresentados de forma simples e com muitos exemplos reais, tornando o livro muito fácil de ler, mas ao mesmo tempo muito, muito útil para quem quer fazer valer as suas ideias. Os dois irmãos Heath, depois de alguns anos a estudar este conceito chegam às 6 características que tornam uma história/ideia inesquecível.

O que este livro faz é explorar em mais detalhe o ponto dois da teoria defendida por Malcolm Gladwell em Tipping point que li depois deste (Ver acima). O que Gladwell chamo de factor de aderência (the stickiness factor).

Ao longo do livro há imensos exemplos de como fazer passar uma mensagem e como não o fazer, aplicando os seis factores que os autores defendem que são vitais para fazer passar a mensagem, que deve ser:

1. Simples – mais do que uma ideia ao mesmo tempo já é demais;

2. Inesperada – uma supresa capta sempre a nossa atenção;

3. Concreta – quantos mais detalhes familiares foram dados, mais a ideia se vai agarrar à nossa memória;

4. Credível – até as histórias falsas (boatos, rumores), se tornam credíveis se tiverem uma pontinha de verdade;

5. Emocionante – deve despertar emoções em quem nos está a ouvir. Nós lembramo-nos mais das histórias que nos despertam uma qualquer emoção do que as que não o fazem e ainda mais das que reflectem de alguma forma a nossa identidade e forma de ser;

6. Didática – A mensagem a ser transmitida deve fazer parte de uma história, inesquecível e com significado.

Se não for em mais nada, este livro será sempre muito útil de cada vez que estiver a fazer uma nova apresentação. De que forma o posso usar para que a mensagem que quero passar seja inesquecível?

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Compromisso Nunca Desistir

Tomaz Morais; Booknomics

Gosto de ler sobre motivação e os resultados que a Selecção de Rugby teve nos últimos anos aguçaram a minha curiosidade. Durante algum tempo também treinei com a equipa de Rugby do ISEP (REI – Rugby Economia ISEP), por isso eram vários assuntos que me interessavam.

Gostei do livro e achei interessantes algumas das formas que o Tomaz Morais usa para motivar um grupo de pessoas “normais” se transformarem num bela equipa de Rugby. Não gostei tanto da escrita demasiado rígida e formal, mas é um pequeno detalhe que não afasta ninguém do livro.

Gostei em particular das cartas que ele escreve aos seus jogadores em vésperas de grandes jogos. Niguém diria que um desporto tão dominado pela testosterona haveria lugar para sentimentos tão nobres e delicados ao mesmo tempo. Mas provavelmente é por isso que uma equipa amadora conseguiu chegar a um Mundial, com o sucesso de público que se conhece.

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Harry PotterHarry Potter e os Talismãs da Morte

J.K. Rowling, Editorial Presença

Li todos os anteriores e adorei cada minuto que passei a lê-los. Um verdadeiro clássico que pretendo ler aos meus filhos. Este último capítulo dá-nos tudo o que queríamos desde o primeiro volume: acção , emoção, amor, destino e as respostas às perguntas todas. E sim, morrem personagens importantes, mas leiam o livro para descobrir quais são.

É provável que a J.K. Rowling nunca mais consiga deixar de viver na sombra de Harry Potter, mas é um preço justo a pagar pelo tremendo sucesso e influência que ela conseguiu ter na cultura popular deste século.

Para quem ainda não leu só tenho um conselho: deixem de lado os preconceitos, acreditem que a magia existe e deixem-se conquistar por um universo de fantasia, amor e aventuras como poucas existem. Não se irão arrepender.