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  • Fernando 10:00 am on September 15, 2008 Permalink | Reply
    Tags: , , , espinha de peixe, , ,   

    Kaoru Ishikawa – mais do que o Pai do diagrama Ishikawa 

    Há algum tempo que não escrevo sobre lean six sigma e sobre melhoria contínua. Esta semana precisei mais uma vez de fazer um diagrama de causa-efeito (ou Diagrama de Ishikawa, ou de espinha de peixe), e relembrou-me a simplicidade e poder que esta ferramenta tem.

    Mas quem foi Kaoru Ishikawa? O seu legado é apenas este diagrama?

    Pesquisei um pouco sobre ele e o resultado é esta pequena biografia.

    Datas Importantes:

    • 1915: Nasce em Tóquio. É o mais velho de 8 filhos.
    • 1939: Termina o seu curso de Engenharia em Química Aplicada, na Universidade de Tóquio.
    • 1939-1941: O seu primeiro emprego como técnico naval.
    • 1941-1947: trabalha na Nissan Combustíveis Líquidos.
    • 1947: contratado como professor assistente na Universidade de Tóquio.
    • 1960: termina o seu doutoramento e é promovido a Professor na Universidade de Tóquio.
    • 1962: Introduz pela primeira vez o conceito dos Círculos de Qualidade.
    • 1982: nasce oficialmente o Diagrama de Ishikawa.
    • 1989: Morre aos 74 anos.

    Os seus conceitos principais

    Ishikawa é mais conhecido pelos seus Círculos de Qualidade e claro, pelo seu universal digrama de Ishikawa. No seu trabalho, Ishikawa prestou particular atenção ao uso de ferramentas estatísticas simples para analisar que problemas de qualidade atacar em primeiro lugar. Dá muito ênfase a uma boa recolha de dados e à sua apresentação, ao uso de gráficos de Pareto e de Diagramas de Causa-efeito.

    Ishikawa usa os diagramas de causa-efeito, assim com as outras ferramentas como uma forma de ajudar equipas ou círculos de qualidade, nos processos de melhoria contínua de qualidade. Estas ferramentas são muito úteis para encontrar, documentar e analisar as causas responsáveis pelas variações de qualidade num determinado processo.

    Ishikawa foi ainda responsável pela tradução, integração e expansão dos conceitos de Demming e Juran, dentro da cultura empresarial Japonesa.

    Os círculos de qualidade foram talvez o aspecto mais importante desenvolvido por ele (apesar da fama e utilização mundial do seu diagrama). Por vezes em grupos informais, outras vezes em equipas mais estruturadas, os círculos de qualidade ajudaram ao longo dos anos a poupar milhares, devido ás melhorias de qualidade que este tipo de programas consegue obter. Apesar de terem caído de alguma forma em desuso nos últimos anos, à medida que outras filosofias de melhoria tomavam o seu lugar (Lean Six Sigma, por exemplo), continuam a ter relevância e os seus conceitos podem facilmente ser integrados nas metodologias modernas.

    Principais Livros Publicados

    O legado dos seus conceitos

    • A qualidade do produto é melhorada e uniformizada. Os defeitos diminuem.
    • A fiabilidade dos produtos melhora.
    • Redução de custos.
    • A produção aumenta e passa a ser possível fazer planeamento fiável.
    • Peças defeituosas e peças que necessitam de re-trabalho diminuem.
    • Custos com inspecções e testes são reduzidos.
    • Melhores relações são estababelecidas entre os diversos departamentos.
    • É fomentada a discussão livre e democrática.
    • Reuniões decorrem mais organizadas e com praticipação de todos os envolvidos.
    • Ênfase no cliente interno
    • Difusão pelo mundo inteiro dos Círculos de Qualidade.

     
  • Fernando 10:00 am on September 11, 2008 Permalink | Reply
    Tags: Information Dashboards, , Stephen Few   

    Livros: Information Dashboard Design, de Stephen Few 

    Uma das áreas sobre as quais mais gosto de ler, é sobre Business Intelligence e em particular Visual business Intelligence. A definição da Wikipédia:

    Visual Business Intelligence (VBI) is knowledge based on the application of visual data to a business problem or opportunity.

    Na Qimonda desenvolvi uma série de relatórios e ferramentas de apoio à decisão cujo mérito deve muito ao que tenho aprendido com este e outros autores. Aconselho vivamente a quem tem que fazer relatórios, apresentações ou simples gráficos.

    Information Dashboard Design – The Efective Visual Communication of Data

    Stephen Few; O’Reilly

    Há muito que sou leitor assíduo e devoto do Blog do Stephen Few, um dos mais interessantes autores na área do Visual Business Intelligence. Juntamente com o grande mestre Edward Tufte, são na minha opinião as maiores autoridades nesta área.

    Estava na altura a construir o primeiro Information Dashboard na Empresa e este livro foi de uma ajuda preciosa, juntamente com todos os artigos que podem ser encontrados no Blog dele.

    O livro é em si mesmo uma bela peça de design (como todos os do Edward Tufte), e está muito bem organizado, com ideias simples (mas não simplistas!) e claras. Devia ser de leitura obrigatória para todas as pessoas que têm que fazer uma tabela ou um gráfico em Excel, apesar de ser muito virado para a construção de Information Dashboards.

    A quantidade de exemplos práticos sobre o que deve ser feito e o que não deve ser feito é grande o que ajuda imenso quem está a desenvolver algo parecido.

    Os conceitos sobre percepção visual e de que forma o nosso cérebro intrepreta os diferentes sinais é muito interessante e ajudam a perceber porque é que há formas correctas e erradas de fazer um gráfico ou uma tabela.

    Um óptimo livro!

    Como habitualmente este e outros livros podem ser encontrados na minha página dos livros.

     
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