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  • Fernando 1:27 pm on July 29, 2008 Permalink | Reply
    Tags: Clara Ferreira Alves, Nicholas Carr,   

    Porque é que a Web me torna mais inteligente 

    Leio com curiosidade todas as grandes teorias sobre a era da Internet e de que forma tem alterado os nossos comportamentos.  Descobri através do Blog do Celso que a Clara Ferreira Alves na sua coluna Pluma Caprichosa, onde costuma dar a sua opinião sobre mais ou menos tudo, pega no já lendário artigo de Nicolas Carr e escreve sobre a actual overdose de informação fragmentada que recebemos todos os dias.

    E o texto, como não podia deixar de ser é para dizer que agora é muito pior do que já foi. É curioso como é díficil olhar para o mundo e perceber que ele muda. Que amanhã não vai ser igual ao que é agora.

    Mas ao mesmo tempo é muito fácil lembrarmo-nos apenas das coisas boas do antigamente. Como se conseguia ler um livro sem distracções, um com ideias complexas e profundas, e havia tempo e disposição para isso. É fácil esquecer que só tínhamos acesso apenas a umas mãos-cheias de livros, só ouviamos e viamos o que 2 ou 3 fontes (Jornais, RDP, RTP) nos davam, não tendo quase nenhuma palavra a dizer sobre o assunto.

    Agora, posso dar a minha opinião sobre tudo, como a Clara Ferreira Alves faz mas que aparentemente não gosta que os outros também o possam fazer, e posso seleccionar o que quero ler, ver e ouvir.

    É fácil esquecer que o e-mail e os Blogs vieram dar nova vida a uma coisa que tinha caído em desuso com o Telefone, Rádio e Televisão: a escrita. Nunca como agora se escreveram tantas cartas. São cartas escritas em formato electrónico, mas de cada vez que enviamos um e-mail a alguém, é uma carta que estamos a escrever. De cada vez que alguém inicia um Blog, está a planear escrever e partilhar as suas ideias com o Mundo. Podem ser idiotas e impensadas, mas no meio de tantos milhões de Blogs, há sempre uns quantos que nos levam a sítios desconhecidos e interessantes.

    Eu leio mais livros agora do que nunca, apesar de viver o dia imerso na rede. Livros que descubro porque navego na web, porque converso na web, livros que de outra forma não iria descobrir. Mas de facto há diferenças entre ler um livro e ler a Web. Ao contrário do que diz a Clara Ferreira Alves e o Nicholas Carr é muito mais fácil ler um livro, por muito complexo e extenso que seja o seu conteúdo. Alguém (o autor), uniu os pontos todos ao longo do livro, expôs factos, contou histórias, revelou detalhes e foi tirando conclusões, foi revelando segredos. Todo esse trabalho foi feito e posso-me concentrar em receber a informação, relacioná-la com o que já conheço e chego rapidamente às minhas próprias conclusões.

    Na Web não é assim, a informação chega-me fragamentada, no meio do turbilhão. Sou eu que tenho que a filtrar (o que é importante?), adicionar um fio conductor por entre artigos, textos, imagens e Blogs, todos eles de diferentes autores e de diferentes contextos, e pensar nas implicações e conclusões que posso tirar dessas “conversas”, desses diálogos com multiplas vozes. O que é mais desafiante? Ler o livro ou “ler” a Web? O que nos obriga a pensar mais: um livro ou a Web? Na minha opinião não há comparação possível. A Web não me está a fazer mais estúpido, pelo contrário mostra-me o mundo e obriga-me a crescer intelectualmente, e faz isso mesmo que eu não quisesse.

    Zemanta Pixie
     
  • Fernando 11:03 am on May 26, 2008 Permalink | Reply
    Tags: BP, , , , Repsol   

    Somos pessoas ou somos Ratos? 

    Confesso que tenho seguido com muito interesse a evolução recente dos combustíveis. Aliás, o meu interesse não tem nada de original, porque é dos temas mais falados e discutidos em tudo o que é sítio.

    Mas o meu interesse tem mais que ver com uma notícia que estou sempre à espera de ver ou ler e nunca mais a encontro: “Consumo de combustíveis em queda abrupta”. Mas em vão. Os portugueses continuam de lamento em lamento a consumir praticamente a mesma coisa que consumiam antes destes aumentos.

    Não consigo perceber isso!!! Eu costumava vir de carro para o trabalho. Levantava-me às 7:45h, demorava cerca de 20 minutos a chegar e gastava cerca de 150€ por mês em gasolina (mais o desgaste do carro, claro). Desde que tenho o Metro a vir até à Qimonda, levanto-me 45 minutos mais cedo, demoro cerca de 45 minutos a chegar e gasto 30€ por mês no Andante e poupo o carro.

    Claro que no início custou um bocado, mas decidi que vir de carro era uma impossibilidade e adaptei-me para cumprir com isso. O resultado é que encontrei formas de tornar atractiva a viagem e agora fico zangado quando tenho que vir de carro!

    Conheci pessoas novas e interessantes e leio mais do que nunca. Para além claro do que poupo no final do mês. A verdade é que provavelmente 80% das pessoas que trabalham na Qimonda devem morar a menos de 5 min de carro da Estação de Metro mais próxima e mesmo assim escolhem vir de carro.

    Perante este cenário, se eu fosse o responsável da Galp ou da BP, faria o mesmo que eles têm feito: se as pessoas estão dispostas a pagar os aumentos e nada fazem para encontrar alternativas, porque não hão-de eles continuar a amealhar os lucros extra? Eu esticaria os aumentos até haver uma quebra no consumo. É simples matemática, não é?

    Para aqueles que não têm alternativa (estou a pensar em empresas de trasnporte, por exemplo), há um recurso online muito interessante (http://www.maisgasolina.com), com dados quase online sobre os preços das diversas marcas, em todo o País. na secção “Estatísticas” podemos encontrar um gráfico com a evolução do preço médio nas últimas semanas:

    Evolução dos Combustíveis

    O Site é óptimo: útil e bem construído e merecem a atenção que têm tido nos últimos dias (ontem estavam na RTPn). Aqui ao lado podem encontrar o Widget que eles disponibilizam com os preços da Galp, BP e Repsol.

     
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