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  • Fernando 10:00 am on September 23, 2008 Permalink | Reply
    Tags: Cartões de Crédito, Crise, , Dívidas, Regras   

    As 3 regras de Ouro para utilizar Cartões de Crédito 

    Numa altura em que somos constantemente bombardeados com notícias de crise, muitos Portugueses procuram uma solução nas muitas opções de crédito que estão disponíveis no mercado. Como também tem sido amplamente divulgado, isto não é uma boa solução, pois as famílias estão cada vez mais endividadas.

    Um dos recursos que está mais à mão, pois não obriga a papeladas nem nada do género, são os comuns cartões de crédito, que mais não são que um empréstico pré-aprovado que os bancos nos vendem.

    E digo “vendem” e não “dão”, porque de facto são créditos com umas taxas anuais absolutamente leoninas: podem chegar aos 26-28% ao ano. De oferta têm muito pouco.

    Mas os Cartões de Crédito quando bem usados podem ter várias vantagens, temos é que precaver os seus (e nossos), pontos fracos. Existem 3 regras de Ouro que devem ser sempre cumpridas:

    1. Pagar sempre 100% do saldo do Cartão.

    Só assim se benificia dos 0% de juros. Se pagarmos apenas parte da dívida, lá vêm as taxas leoninas. Mantendo a opção de pagamento nos 100%, temos a possibilidade de ter um período de carência entre 20 a 50 dias (depende da data em que se efectua a compra), e de não pagar nada por isso.

    2. Não pagar nada pelo Cartão de Crédito.

    Existem vários cartões “prestígio”, tipo Gold ou Prata, que nos custam os olhos da cara anualmente. Se pensarmos bem, quase nunca usamos as supostas vantagens que esses cartões têm: estamos a pagar por algo que não usamos.

    Em contrapartida existem outros cartões, que devido à simplicidade das suas funcionalidades (são apenas cartões de crédito…), não têm anuidade. Melhor ainda, há alguns que têm sistema de “Cash-back”: por exemplo o Visa Universo do BPI devolve 1% de todas as compras efectuadas em vales que podem ser usados em qualquer loja do Grupo Sonae. Ou seja, o dinheiro que estamos a gastar tem uma rentabilidade de 1%. Nada mau!

    3. Não comprar nada que não comprassemos noutras circunstâncias.

    Nenhuma das 2 regras anteriores fará sentido se desatarmos a comprar tudo e mais alguma coisa. Viver com frugalidade e perceber que a felicidade não está nas coisas que compramos mas sim em tudo o resto, é meio caminho para se ser mais feliz e não termos problemas com dinheiro.

    Por isso é que as compras ideais para se fazer com um cartão de crédito são as nossas compras correntes como a gasolina, as compras de mercearia, etc. São coisas que compraríamos de qualquer forma.

    Mas estas são as 3 regras que devemos sempre cumprir se tivermos mesmo que usar os cartões de crédito. Porque não há melhor regra do que não usar Cartões de Crédito. Significa que reduzimos os nossos impulsos consumistas e que vivemos com o que temos disponível no imediato.

     
  • Fernando 2:37 pm on July 21, 2008 Permalink | Reply
    Tags: Carros eléctricos, , Tesla, Wireless   

    Carros eléctricos, o Metro do Porto e free Wireless 

    An Andante ticket being validatedImage via Wikipedia

    Durante as férias vi e li imensas reportagens sobre carros movidos a electricidade. Um exemplo disso é o recente protocolo que Portugal assinou com a Nissan/Renault para introduzir em Portugal os carros em desenvolvimento, ou a agitação que a Tesla está a gerar nos EUA. Muito interessante sem dúvida para terminar com a ditadura do petróleo (e já assumido pelo Obama como uma prioridade se for eleito presidente).

    No entanto uma dúvida existêncial assaltou-me o pensamento:

    Os carros vão ter sensivelmente o mesmo preço, a energia vai ser limpa e barata. O que é que impedirá que o planeta sucumba sob o peso destes novos carros? Isto é, qual vai ser o incentivo para não ter carro? Porque se tudo se cumprir como está previsto, vai passar a ser mais caro (ou a diferença não compensa), andar de trasnportes públicos do que com carro particular. Como vamos impedir que o sistema de trânsito entre em colapso nas próximas décadas?

    Pensando no meu caso, se a questão da poluição e financeira desaparecessem, eu queria continuar a vir trabalhar de Metro? Ou passava a vir de carro? Ia ter algumas dúvidas, mas acho que continuava no Metro, por 2 razões:

    1. Pela conversa com as pessoas com quem costumo vir (se elas deixassem de vir esta vantagem desaparecia…);
    2. Porque posso ler durante a viagem (o que obviamente não posso se vier a conduzir)

    mas imagino que iria ter mais dificuldade em tomar a decisão. Se a Metro do Porto disponibilizasse wireless à borla (ou um premium no meu andante gold de 5€/mês máx), aí tenho a certeza absoluta que a minha opção era o Metro sem qualquer sombra de dúvida!

    Zemanta Pixie
     
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