Os 4 tipos de fracassos bons que nos ajudam a crescer

It is not the critic who counts; not the man who points out how the strong man stumbles, or where the doer of deeds could have done them better. The credit belongs to the man who is actually in the arena, whose face is marred by dust and sweat and blood, who strives valiantly; who errs and comes short again and again; because there is not effort without error and shortcomings; but who does actually strive to do the deed; who knows the great enthusiasm, the great devotion, who spends himself in a worthy cause, who at the best knows in the end the triumph of high achievement and who at the worst, if he fails, at least he fails while daring greatly. So that his place shall never be with those cold and timid souls who know neither victory nor defeat.” Theodore Roosevelt

Há fracassos bons e fracassos maus. O senso comum diz-nos que só há fracassos maus, afinal de contas ninguém gosta de falhar no que quer que seja, mas acho que há fracassos que vale a pena experimentar.

Há fracassos que não nos ensinam grande coisa, porque são fracassos que resultam de más decisões ou de falta de decisão. Apesar de haver sempre algo de positivo a retirar de todas as situações, este tipo de fracassos tem mais aspectos negativos do que positivos. Por exemplo chumbar num teste porque não se estudou é um fracasso mau, só por sorte é que iríamos passar! Não fizemos nada para ter sucesso, não tentamos sequer. Face ao problema que era ‘Passar no Teste’, a decisão tomada, ‘Não estudar’, foi simplesmente uma má decisão.

Os fracassos bons resultam quase sempre de boas decisões. Simplesmento o resultado dessas decisões, tomadas num determinado contexto, tiveram um efeito que resulta num fracasso.

1. Pouco ou nada a perder

Há situações em que o custo do fracasso é pequeno e o potêncial ganho é enorme. Imaginem que decidem candidatar-se a um emprego que fica um pouco acima das vossas actuais competências. O que têm a perder é apenas tempo a preparar a candidatura, mas o sucesso significaria ficarem com um emprego melhor. Decidir não fazer nada é que nunca nos vai trazer um emprego melhor. E ao responder a um e outro e outro, vai fazer com que o façam cada vez melhor, aumentando dessa forma as nossas possibilidades.

Este tipo de fracassos são os que começam normalmente com “O que é que eu tenho a perder? Nada.”

2. Aceitar desafios quase impossíveis

Nós nunca sabemos quais são os nossos limites. A não ser que alguém os teste, e esse alguém devemos ser nós. Ajuda a sentirmo-nos vivos e não deixa que a comodismo se instale.

Por exemplo aceitar mais tarefas do que o que deviamos no emprego pode ser de loucos se acontecer sempre, mas pode ser estimulante em determinados períodos de tempo. Ajuda a melhorar processos.

Por exemplo há pouco temo tivemos uma série de saídas da nossa equipa. De um total de 8 pessoas que asseguravam uma série de tarefas relacionadas com planeamento e controle de produção, 4 sairam num curto espaço de tempo. Por razões de circunstância não foi possível contratar substitutos e tivemos que refazer as funções e os processos de trabalho de forma a conseguir fazer tudo com metade das pessoas. Ainda não está tudo a a100%, mas a verdade é que conseguimos optimizar várias tarefas. se continuassemos com 8 pessoas provavelmente tão cedo não íamos mexer em algumas dessas coisas.

3. Riscos calculados

Há situações em que simplesmente o sucesso e o insucesso são inseparáveis. Nesses casos devemos ignorar o potêncial de fracasso e apontar ao potêncial sucesso.

Faço isso sempre que preparo uma nova apresentação. Falar em público tem sempre um risco de passarmos uma vergonha, mas isso não me impede de fazer sempre apresentações que fogem dos parâmetros habituais. Se tiver sucesso, a apresentação é inesquecível e a mensagem passa. Se falhar, é só mais uma oportunidade para fazer uma apresentação a seguir.

4. Sair da nossa zona de conforto

Uma forma de falhar redondamente é quando saimos por completo da nossa zona de conforto. FAzer coisas que não fazem parte do nosso universo habitual é uma boa maneira de olhar para o mundo com outros olhos, conhecer pessoas diferentes e interessantes, de fazer coisas que nunca faríamos se não saíssemos do nosso trilho habitual.

No entanto é muito fácil a coisa não correr bem. Mas o objectivo principal é atingido – sair da nossa zona de conforto.

Eu sou o tipo menos corajoso do mundo. Comigo o desporto mais radical que existe é o Squash (já alguém levou com uma daquelas bolas?). Mas numa formação ao ar livre que fiz há uns anos, acabei a fazer Rappel, Rafting e a atravessar um rio pendurado numa corda. Em todos estes exercícios estava aterrado de medo, mas fiz tudo como um campeão. Se não tivesse saído da minha zona de conforto, tinha ficado sentado numa pedra a ver os outros. O facto de ter sido o último a chegar em quase todos eles não teve qualquer importância.

Na verdade os nossos fracassos bons deviam ser um motivo de orgulho!