Os 4 segredos para aprender a fracassar melhor.
“Ever tried. Ever failed. No matter. Try Again. Fail again. Fail better.” Samuel Beckett
O meu joelho esquerdo ainda hoje tem marcas do tempo em que andei a aprender a andar de patins em linha. Caí tantas vezes que hoje não sei como é que continuava sempre.
Enquanto somos crianças, o fracasso tem um significado diferente do que tem quando somos já adultos. Na verdade, enquanto crianças o fracasso não tem qualquer significado.
Não seria óptimo se esse espírito de tentar até conseguirmos fazer o que queremos se mantivesse durante toda a vida? Porque razão não é assim?
Algumas razões para que isso aconteça são:
1. Somos muito duros connosco.
Um fracasso não é o fim do mundo, mas a vergonha de falhar perante os amigos e a exigência que pomos na nossa vida às vezes faz com que pareça o fim do mundo. Queremos sempre o melhor emprego, o melhor carro, ser reconhecido como competente.
2. A sociedade avalia-nos constantemente.
Quando aprendemos a andar de patins ou de bicicleta, nem sequer sabemos o que é o fracasso. Apenas queremos aprender. Se vamos ter que cair 20 vezes até o fazermos bem, não é problema. É apenas o caminho para lá chegar. Mas quando vamos para a escola, começamos a ser avaliados e aprendemos que é mau falhar e correr riscos. A fobia ao fracasso começa a tomar forma.
3. Pensamos muito nas consequências.
O que não é necessariamente mau, mas impede-nos de fazer algumas coisas. Enquanto crianças, não medimos muito bem as consequências, vivemos quase por completo no presente. À medida que vamos crescendo vivemos mais no futuro, pesamos mais as consequências das nossas acções.
Mas o que é que há de bom no fracasso? Ninguém no seu perfeito juízo gosta de falhar. Mas o ponto-chave é que todos falham, por isso o segredo é falhar melhor.
As 4 razões que podem tornar o fracasso numa experiência positiva:
1. Aprendemos com os erros
Em vez de ver o fracasso como uma coisa negativa e como uma má experiência, podemos começar a olhar para ele como uma experiência de aprendizagem inestimável. A pergunta que devemos fazer em qualquer situação negativa é “O que é que eu posso aprender com isto?”
Por mais negativa que uma situação possa parecer há sempre algo de positivo a aprender.
2. Ganhamos experiência
O melhor seria aprendermos com os erros e fracassos dos outros, mas nem sempre é possível, seja por casmurrice ou porque tem mesmo que ser. Mas muitas vezes, não há nada que substitua um fracasso para ganharmos experiência e para nos prepararmos para futuras situações semelhantes. Há coisas que simplesmente ninguém nos pode explicar como são até nos acontecerem. Alguma experiência alheia serve de alguma coisa no Amor, por exemplo?
3. Ficamos mais fortes
Quando fracassamos algumas vezes, acabámos por criar mecanismos de resistência. Percebemos que afinal não é o fim do mundo. O fracasso acaba por se transformar no anticlimax que são também as vitórias. Trabalhamos muito para elas e quando lá chegamos não é assim tão fantástico. A viagem para lá chegar é que é de facto grandiosa.
Mesmo num fracasso a sensação de dever cumprido pode ser entusiasmante, porque corremos o risco, tivemos a coragem de tentar, em vez de ficar de braços cruzados e sentados no sofá a ver televisão.
4. Aumentamos as nossas hipóteses de vencer
Por causa dos 3 pontos anteriores, as nossas hipóteses de vencer aumentam, porque aprendemos, evoluímos e estamos mais confiantes. Se vencermos ficamos contentes, mas se fracassarmos vamos conseguir lidar bem com a situação. E porque já evoluímos, de fracasso em fracasso, a nossa probabilidade de ter sucesso é maior.
Por isso há valorizar um bom fracasso. Ou alguém acha que para se chegar ao sucesso, não existem uns quantos fracassos pelo meio?
O Nélson Évora em Atenas 2004 ficou no lugar número 23 e saltou 15,72m. Imeginem se ele não soubesse evoluir depois de fracassar.
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[...] Há fracassos bons e fracassos maus. O senso comum diz-nos que só há fracassos maus, afinal de contas ninguém gosta de falhar no que quer que seja, mas acho que há fracassos que vale a pena experimentar. [...]
September 6th, 2008 at 10:19 am
[...] de professorite aguda é a melhor maneira de não aprender nada com os nossos fracassos. Fica-se a pensar que a culpa é sempre exterior a [...]